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“Seremos julgados pela maneira como temos vivido, em palavras e ações”, diz John Piper



Ao responder à pergunta de um ouvinte, em seu programa “John Piper Responde”, o pastor e fundador do Desiring God, falou em detalhes sobre como será o julgamento de Deus, conforme a Bíblia e ressaltou que vale a pena falar sobre o assunto. 

“Quem julgará o mundo — Jesus, o Pai ou a palavra de Cristo? Você pode me ajudar a entender?”, questionou Tony. “Junte todas as peças do Novo Testamento e a resposta será: Deus Pai julgará o mundo por meio de Jesus Cristo, que vai compartilhar esse julgamento de maneira apropriada com apóstolos e cristãos”, respondeu.

“Cada ser humano será responsabilizado pessoalmente perante o Criador do universo. E isso vai acontecer na medida em que cada um responder à revelação recebida sobre suas vidas”, explicou.

Haverá julgamento por Deus e por Jesus

“O julgamento será feito com base nas atitudes, nas palavras e nas ações, em resposta ao testemunho de Deus na natureza, nas Escrituras e em nossa própria consciência. Todos estaremos perante o tribunal de Deus, conforme Paulo escreveu em Romanos 14.10.

Para Piper, deveria haver mais seriedade e temor sobre o julgamento, pois as pessoas estão enxergando com superficialidade tudo o que tem acontecido no mundo. 

Ao citar Romanos 3.5-6 e 2 Timóteo 4.1, o pastor mostra que haverá julgamento feito por Deus e por Jesus — juiz dos vivos e dos mortos, designado por Deus. 

Julgamento por apóstolos e santos

Piper também lembra que a Bíblia aponta para o envolvimento dos apóstolos no julgamento do mundo. “Isso é realmente incrível. Jesus disse aos doze apóstolos, em Mateus 19.28, que eles julgariam as doze tribos de Israel”, mencionou. 

O pastor lembrou ainda que os santos hão de julgar o mundo e os anjos, conforme 1 Coríntios 6.2-3. “Isso é para toda a Igreja. E fica ainda mais incrível quando lemos Apocalipse 3.21, onde diz que nos sentaremos no trono com Jesus. Isso é de tirar o fôlego”, frisou. 

Piper ainda aponta que o fato de sermos corpo de Cristo, sendo também sua noiva, nos dá o privilégio de fazer parte de seu governo. “Isso foi o que Ele mesmo disse. Fazer parte do seu governo significa fazer parte do julgamento, como Paulo disse”, lembrou. 

“Nosso pecado, nosso amor às trevas”

“Além de Deus, Cristo, apóstolos e cristãos, veja como Jesus descreve o julgamento em João 3.19 — Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más”, citou.

“Em outras palavras, é o nosso próprio pecado e o nosso próprio amor às trevas, que será nosso juiz no último dia. Então, Jesus diz em João 12.28 — Há um juiz para quem me rejeita e não aceita as minhas palavras; a própria palavra que proferi o condenará no último dia”, prosseguiu.

“Em outras palavras, no julgamento final, as palavras de Jesus se levantarão como nosso juiz, porque sabíamos e não praticamos. Assim, a verdade e os nossos pecados também serão nossos juizes”, disse ainda.

Mas, o que é ser julgado?

Piper explica que, ao construirmos nossa teologia bíblica sobre o julgamento divino, temos que levar em conta que há mais de 6 juízes — Deus, Cristo, apóstolos, cristãos, verdade e pecado. Há mais dentro da palavra “julgamento”.

“O julgamento é uma expressão da decisão de autoridade mais alta e final sobre nosso destino por Deus [Rm 3.5-6] e também é uma expressão da execução imediata do ato de julgamento [At 17.31]”, explicou. 

“O julgamento é um ato de separação final e decisiva de Deus para os não-cristãos  [Mt 25.32] e a distribuição de várias recompensas aos cristãos. O julgamento é um efeito do pecado em resposta à verdade”, disse. 

“Portanto, devemos sempre esclarecer sobre o que estamos falando quando perguntamos sobre textos específicos sobre o julgamento de Deus”, considerou.

Diferença da mensagem cristã sobre julgamento

A realidade, conforme John Piper, é que muitas religiões acreditam no julgamento final de Deus. Mas, a realidade cristã distinta é que o Filho de Deus veio ao mundo para tomar sobre si o julgamento que era nosso.

“Nós merecíamos a cruz, mas Jesus morreu na cruz em nosso lugar para que suas palavras fossem gloriosamente verdadeiras”, frisou.

“Ele disse: ‘Eu lhes asseguro, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida’. E essa é a diferença da mensagem cristã”, concluiu. 



Fonte: Guiame


16/08/2022 – Destak Gospel

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