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Preso condenado injustamente a 400 anos é solto: “Com minha fé, não posso ter ódio”


Sidney Holmes foi condenado a uma pena de 400 anos de prisão por um suposto roubo à mão armada na década de 80. Depois de passar mais de 30 anos detido, no dia 13 de março, ele se tornou um homem livre.

O homem de 57 anos, deixou a prisão em liberdade depois que os promotores fizeram uma investigação minuciosa do roubo e das circunstâncias por trás da condenação.

O procurador do estado de Broward, na Flórida, Harold F. Pryor, informou que “levantaram dúvidas razoáveis” ​​sobre a condenação de Sidney.

Depois de três décadas separado de seus amigos e entes queridos, impedido de ter uma carreira profissional e vida própria, Sidney afirmou sua fé e se recusou a guardar rancor da situação.

“Com a fé cristã que tenho, não posso ter ódio. Só tenho que continuar caminhando”, declarou ele.

Em busca de justiça 

Segundo Harold, em uma declaração escrita sobre o caso: “A Unidade de Revisão de Condenação dedica-se a buscar a verdade e revisar alegações plausíveis de inocência de pessoas que esgotaram todos os seus direitos de apelar e não têm mais para onde recorrer”.

De acordo com a CBN News, Sidney contactou a Unidade de Revisão de Condenações do Procurador do Estado em novembro de 2020 para declarar sua inocência sobre o incidente que ocorreu em 19 de junho de 1988. 

Ele foi preso em 6 de outubro do mesmo ano e condenado em abril do ano seguinte, considerado culpado de dirigir para dois homens não identificados que roubaram um homem e uma mulher a mão armada.

Uma vez iniciada a revisão, os promotores foram forçados a repensar a sentença de 400 anos, pois descobriram que Sidney teria sido identificado erroneamente no momento em que foi detido.

Alguns fatos importantes foram esquecidos e ambas as vítimas do crime acreditavam que Sidney deveria ser solto.


Sidney condenado por suposto crime de roubo. (Foto: Reprodução/YouTube/WPLG-TV)

Comunicado e pronunciamento das autoridades 

Um comunicado emitido pelos promotores da Unidade de Revisão de Condenações informou que Sidney tinha uma alegação plausível de inocência pela forma que se tornou um suspeito e pela precária identificação de testemunha ocular, que foi a principal evidência contra ele no julgamento.

Segundo a CBS News, as autoridades concluíram que Sidney “provavelmente” foi identificado de forma incorreta pelas testemunhas oculares. Devido aos métodos de apuração usados pela aplicação da lei na época.

Através de uma revisão civil do irmão de uma das vítimas, também constataram que a  identificação do veículo no crime foi incorreta.

Não havia evidências ligando Sidney ao roubo, além da identificação falha dele como suspeito. Portanto, as vítimas concordaram que ele deveria ser solto da prisão.

Apesar dos deputados do Gabinete do Xerife de Broward, que inicialmente investigaram o caso, “expressarem choque” pela sentença de prisão e o tempo cumprido, as autoridades não acreditam que qualquer violação tenha ocorrido.

“Os promotores não acreditam que houve qualquer má conduta intencional por parte de testemunhas ou policiais, pois as práticas e a tecnologia de identificação melhoraram muito desde 1988 e os deputados seguiram os padrões aceitos na época”, continuou o comunicado: “Os métodos usados ​​não seriam práticas aceitáveis ​​hoje”, declararam as autoridades.


Sidney emocionado durante o julgamento. (Foto: Reprodução/YouTube/WPLG-TV)

Reencontro familiar

A mãe de Sidney e outras pessoas o abraçaram emocionadas quando o reencontraram em liberdade depois de tantos anos.

“Eu sei que esse dia chegaria mais cedo ou mais tarde, e hoje é o dia. Não consigo colocar em palavras. É impressionante”, disse ele emocionado.

Depois que foi liberado, Sidney passou um tempo com a filha e os netos e compartilhou o desejo de abrir um negócio de food truck agora que é um homem livre.



Fonte: Guiame


21/03/2023 – Destak Gospel

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