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Pastor é absolvido após ter sido caçado por helicóptero da polícia na pandemia



O pastor canadense Tim Stephens, preso duas vezes em 2021 por se reunir com sua igreja durante a pandemia, acaba de ser absolvido das acusações relacionadas à saúde pública contra ele na terça-feira (01).

O Tribunal Provincial de Alberta, no Canadá, rejeitou as acusações contra Stephens, por violar as ordens provinciais de saúde pública em relação ao distanciamento físico, informaram seus advogados, do Centro de Justiça para Liberdades Constitucionais (JCCF), em comunicado à imprensa.

As prisões de Stephens aconteceram quando ele decidiu manter sua Igreja Batista de Fairview aberta. Sua segunda prisão, que aconteceu depois que um helicóptero da polícia encontrou sua igreja reunida do lado de fora após a polícia trancar o prédio, levou o senador Josh Hawley, R-Mo., a enviar uma carta à Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF). O político pediu que a comissão considerasse adicionar o Canadá à sua lista de observação.

“Estamos satisfeitos que o Tribunal absolveu o pastor Stephens das acusações de não cumprir uma ordem de saúde pública”, disseram os advogados em comunicado à Fox News Digital. “O pastor Stephens foi ilegalmente preso por supostamente violar as ordens de saúde pública, que desde então se mostraram ineficazes e prejudiciais”.

“Esta decisão esclarece a justificação de suas ações e sobre a importância de respeitar os direitos e liberdades da Carta”, acrescentou o comunicado.

Violações à liberdade religiosa

A absolvição de Stephens ocorre semanas depois que Danielle Smith, a nova premiê de Alberta, prometeu um plano para perdoar os infratores das regras emitidas durante a Covid na província.

Sua administração segue a de Jason Kenney, que se desculpou publicamente depois que seus oponentes políticos o criticaram quando ele foi fotografado secretamente violando suas próprias regras referentes à Covid 24 vezes, durante um jantar com seus ministros em 2021, segundo o Western Standard.

Em um discurso recente na reunião geral anual de seu partido político, a nova premiê observou que os pastores que foram presos em Alberta “vem à mente” quando ela pensa em pessoas que foram injustamente penalizadas por desobedecer às regras do Covid no Canadá. O país teve alguns dos mandatos mais rigorosos do mundo.

Em entrevista à Fox News Digital, Stephens disse que considera a retórica de Smith como “notícias bem-vindas” que indicam que ela entende “as violações grosseiras das liberdades religiosas e civis de bloqueios e mandatos”.

“Ela deixou claro que essa discriminação foi politicamente motivada; que foi a ciência política e não a ciência médica que levou à perseguição de igrejas ou indivíduos que não concordavam com a narrativa predominante por uma questão de consciência ou convicção”, disse Stephens.

“O que aconteceu comigo apenas promoveu a causa de Cristo, e por isso eu me alegro”, continuou ele. “No entanto, à medida que nos aproximamos de outra temporada de gripe, é um alívio saber que temos um líder que entende a discriminação e os abusos de poder nos últimos anos. Como cristãos, oramos por nossos líderes e que seu governo seja de acordo aos princípios de Deus, que conduzem à liberdade e à prosperidade”.

Prisões de pastores

Stephens foi um dos vários pastores presos em Alberta por se recusarem a obedecer ao governo fechando suas igrejas.

O pastor James Coates, que é amigo de Stephens e foi o primeiro a ser preso no Canadá em nome da saúde pública, passou mais de um mês na prisão em 2021 depois de reabrir sua Igreja da Comunidade GraceLife em Edmonton.

A polícia federal invadiu o prédio da GraceLife ao amanhecer, embarricando o pastor.

“Sou grato pela mudança de liderança e pela mudança política que ocorreu em nossa província e país”, disse Coates à Fox News Digital. “Parabéns ao comboio de caminhoneiros e tudo o que eles conseguiram. De certa forma, acho que eles terminaram o que começamos.”

Coates também expressou gratidão ao novo primeiro-ministro “por sua coragem em falar contra a forma vergonhosa como fomos tratados por nosso governo. Embora tenha trazido uma ocasião maravilhosa para a glória de Cristo ser exibida, foi, no entanto, um erro da justiça”.

O pastor expressou preocupação de que qualquer perdão em potencial “potencialmente tiraria o sistema judicial do gancho em termos de ter que decidir sobre as questões constitucionais”.

“Os tribunais que têm que decidir sobre o que está pendente podem agir de qualquer maneira em termos de estabelecer precedentes, mas, dada a maneira como as decisões parecem estar sendo lentas, há um sentimento crescente de justificação”, disse ele.

“No final, é provável que o governo pense duas vezes antes de repetir as injustiças da pandemia”, acrescentou Coates. “Então, nesse sentido, podemos dizer, missão cumprida.”



Fonte: Guiame


03/11/2022 – Destak Gospel

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