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Os piores males virão depois das eleições



Dia 30 taí. O segundo turno de umas das eleições mais polarizadas da nossa história, chegou. Agora é votar e torcer. Mas, será que é só isso? Não, tem muito mais em jogo. O voto dura apenas aquele mísero segundo que corresponde a uma teclada, porém seus desdobramentos podem mudar a história.

Antes de continuar, você orou por essas eleições? Está orando? A pergunta é coerente com a necessidade que o momento exige. Lembra do povo de Deus exilado na Babilônia? Lembra da orientação que receberam? Vivam em paz nessa pátria na qual são escravos! Orem por ela, construam casas nela, casem-se, cresçam nesta terra. Ou seja, independente de justiças ou injustiças, ore antes, ore durante, ore depois.

E as eleições? O que falar dos últimos acontecimentos? Dois deles chamam a atenção pelo potencial explosivo que carregam em si. Primeiro a inacreditável reação de Roberto Jefferson jogando granada e atirando na polícia. Segundo, a possibilidade real prejudicando um dos lados da campanha, das mais de 150 mil inserções a menos nas rádios do nordeste. Fatos estranhos, complexos e que fazem muitas dúvidas pairarem no ar.

Estes são males com os quais já estamos convivendo. E outros se somam: divisão entre famílias, amizades rompidas, ofensas gratuitas, cancelamentos etc.  A polarização ficou escancarada e, ao traçarmos uma linha de corte, de limite, fica evidente o que cada lado quer para quando estiver no poder. E para decidir, você só precisa ter certeza do que quer para seus filhos, netos e quem mais chegar.

E por que é preciso certeza? Por causa da seguinte afirmação: “Os piores males que a humanidade já teve de suportar foram infligidos por maus governos”. Consegue entender a gravidade e a urgência desta frase? 

Se escolhermos mal, os piores males virão depois, pois é isso que maus governos sabem fazer depois que já conseguiram o que queriam: explorar, impor, proibir, perseguir, intimidar, multar, prender e, em determinados casos, até eliminar aqueles que lhes são contrários.

Penso que é hora de colocarmos as paixões de lado. Não dá pra se comportar como torcida organizada em véspera de final de campeonato. Neste caso não é o gol do craque que fará a alegria de milhões, mas será o voto de milhões que poderá nos colocar no caminho do bem, evitando assim os piores males que podem vir depois das eleições.

Falta pouco para o dia 30. Respire, pesquise, olhe para os valores que Deus valoriza, confronte a vontade de Deus com ambas as propostas e compare para responder qual projeto mais se aproxima do projeto de Deus para os seus filhos. Estamos vivendo a história. Essas eleições serão estudadas em salas de aula, serão tema de livros, de teses, serão contadas para as futuras gerações. Pense, reflita, ore e vote.

Deus, no lugar de lágrimas, tem poder para nos colocar debaixo de óleo de alegria, pode transformar nosso pranto em riso, diz para todas as nossas preocupações o que disse a Moisés: não façam nada, eu guerrearei por vós, apenas confiem e descansem. Assim, os males destes dias tensos que estamos vivendo, podem ser transformados em coisas boas. 

Esta é a minha fé, a minha confiança, a minha oração e a minha esperança.

Edmilson Ferreira Mendes é escritor, pastor, teólogo, observador da vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Os desafios de ser cidadão do céu e da terra



Fonte: Guiame


27/10/2022 – Destak Gospel

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