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“O espírito do Anticristo já está presente”, diz Nicodemus sobre o fim dos tempos



De acordo com o pastor Augustus Nicodemus, o livro de Apocalipse “pede para ser interpretado simbolicamente”, conforme ele explica em entrevista ao Flow Podcasts, na última sexta-feira (18). 

Ao ser questionado sobre o arrebatamento, a volta de Cristo e o fim dos tempos, o pastor começa falando sobre o milênio. Sendo amilenista, ele acredita que já vivemos no fim dos tempos.

Segundo os amilenistas, Jesus começou a reinar a partir de sua ressurreição e os próximos eventos serão a volta Dele, a ressurreição dos mortos e o Juízo Final. 

Pré-milenismo X Pós-milenismo

Lembrando que o pré-milenismo interpreta os “mil anos” citados na Bíblia como sendo literais, período em que Jesus vai reinar na terra. Nessa linha interpretativa, Jesus volta antes do milênio e a sede de Seu reinado será em Jerusalém.

Nicodemus esclarece que os pré-milenistas acreditam que ainda virá a Grande Tribulação (GT), citada em Mateus 24.

Já para os seguidores da linha pós-milenista, conforme explica Nicodemus, o milênio é figurado, ou seja, não vai durar exatamente mil anos e Jesus só voltará após esse período indefinido.

Nessa interpretação, o milênio é considerado como um tempo de paz, com a Igreja sendo proeminente no mundo. “Há pouca gente que acredita nessa visão”, ele mencionou. 

Amilenismo

Segundo Nicodemus, os amilenistas não acreditam que haverá um milênio literal. “Ele é figurado e já está acontecendo a partir da ressurreição de Cristo, que se sentou no Trono do Universo”, explicou ao esclarecer que a paz e o domínio de Cristo é sobre Sua Igreja e não ainda no mundo. 

Depois disso, o próximo passo é a vinda de Jesus para o início dos novos céus e nova terra, após o Juízo Final, conforme cita Nicodemus. 

“Eu sou amilenista e creio que Cristo já reina, já governa no coração do Seu povo”, disse ao compartilhar que não acredita em arrebatamento secreto, antes da GT, já que a Bíblia não fala sobre o tema.

Essa ideia muito propagada pelos filmes, segundo o pastor, surgiu há 200 anos, aproximadamente e não existia entre os teólogos mais tradicionais. 

Sobre a figura do Anticristo

O Anticristo, o homem da iniquidade ou a besta que sai do mar, conforme a Bíblia, é uma figura profética que vai surgir durante o período de maior perseguição à Igreja. 

Nicodemus acredita em sua vinda literal, no futuro, mas também considera o “espírito do Anticristo” que já está entre nós. 

“Anticristo é uma palavra que pode significar ‘no lugar de Cristo’ ou ‘contra Cristo’. Ou então as duas coisas juntas, pois a ambiguidade enriquece esse sentido”, disse.

Ao falar dos falsos profetas e anticristos, Nicodemus lembra que muitos apontam para a figura do Papa ou do Hitler, entre outros. Depois, lembrou que o apóstolo João escreveu sobre os anticristos: “Aqueles que negavam a humanidade de Cristo”.

Além disso, disse que alguns estudiosos apontam para o Anticristo, não como uma pessoa, mas como um sistema que se levanta contra Cristo: “E, ao mesmo tempo, se oferece no lugar de Cristo para resolver os problemas da humanidade”. 

Sobre o número da besta 666

Nicodemus disse: “Em minha interpretação, o número 7 é o número de Deus [perfeito] e 6 é o número do homem, e ele nunca será Deus”. 

O pastor explica que o Anticristo quer tomar o lugar de Deus, mas será sempre 666, ou seja, sempre o número 6, nunca alcançará o 7. A Bíblia deixa isso claro: “Pois é número de homem”. (Ap 13.18).

E sobre os sinais bíblicos sobre a vida do Anticristo e o fim dos tempos, o pastor cita Mateus 24 e lembra de cada profecia: guerras, rumores de guerras, perseguição aos cristãos, fomes, terremotos, pestes, pandemias e falsos profetas.

‘Jesus é o Filho de Deus’

“Jesus deu 9 ou 10 sinais que eram difíceis de acontecer naquela época”, disse  o pastor ao mencionar que Jesus estava vivendo o tempo da Pax Romana, e mesmo assim falou das guerras.

“Jesus estava sozinho no Monte das Oliveiras, sendo perseguido, já traído por Judas, iria ser negado por Pedro e os outros discípulos fugiram”, citou o pastor ao destacar como Jesus profetizou.

“Como Ele poderia dizer que o nome Dele seria tão conhecido e que seus discípulos seriam levados diante de reis e autoridades? Aqueles sinais foram dados para mostrar que Jesus é o Filho de Deus e o Profeta, pois Ele conhece o futuro”, continuou. 

Nicodemus finaliza dizendo que, desde que Jesus falou sobre os sinais, tudo vem se cumprindo: “Nunca parou de ter guerras, pandemias, pestes, doenças, perseguições, falsos profetas. Sempre teve [tudo isso], em algumas épocas mais, em outras menos”.

“Esses sinais foram dados, não para marcar a data da vinda Dele, mas para termos certeza de que isso vai acontecer [Jesus vai voltar]”, concluiu.



Fonte: Guiame


21/11/2022 – Destak Gospel

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