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Mical: um exemplo a não ser seguido



Quem foi Mical?

Mical era a filha do rei Saul (1Sm 14.49). Portanto estava acostumada com o luxo, glamour e fama. Literalmente ela vivia uma vida de princesa!

Para casar com ela, Davi teve que ser um verdadeiro herói, matando 200 filisteus (1Sm 18.27).

Porém, Davi tinha um coração totalmente voltado a Deus (1Sm 13.14) a simplicidade um simples camponês (1Sm 16.7), que pastoreava o rebanho de seu pai (1Sm 17.34-37).

Mical um exemplo a não ser seguido!

Um dia, a filha do rei Saul ficou estéril por desprezar Davi enquanto adorava a Deus, quando trazia a Arca da Aliança para Jerusalém. Está escrito:

“Quando a arca do Senhor estava entrando na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, olhou pela janela. E, ao ver o rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, ela o desprezou em seu coração. […] Mical, filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua morte.” (2Sm 6:16,23)

Uma advertência para nós!

Aqui há uma importante observação a ser feita: Essa narrativa da esterilidade física de Mical não encerra o objetivo desse trecho que vai muito além da literalidade para nos ensinar que, muitas pessoas ficam infrutíferas no Reino de Deus (Jo 15.2), por desprezar a simplicidade daqueles que estão adorando “em espírito e em verdade.” (Jo 4.24).

Que seu coração nunca deprecie seu irmão em Cristo que esteja adorando ao Senhor! Deus se agrada de quem está adorando de todo coração (Sl 51.17).

Não seja um crente superficial, cheio de poses, máscaras e frases de efeito; porém vazio de autenticidade e sentimento genuíno. Sim, você deve adorar a Deus com suas emoções e não somente com seu intelecto!

“‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento.” (Mt 22.37,38)

Quem não ajuda, atrapalha!

Há muitas pessoas que são como Mical, se incomodam com “detalhes” enquanto ignoram o essencial. São frios, indiferentes, insensíveis e sem vida espiritual.

Até fazem seu “devocional” e cumprem sua “oração de rotina” como manda o protocolo religioso.

Ainda assim são interiormente vazios e tristes e, por isso, se irritam com qualquer manifestação de alegria. Se uma pessoa, durante o culto a Deus gritar dizendo: “Glória a Deus”, já se torna motivo de um resmungo. Não bastasse, ainda buscam alguém para compartilhar seu desdém e com ar de superioridade, tratam a situação com deboche!

É incrível, mas esse mesmo “cristão” que diz amar a Deus sobre todas as coisas, não tem a mesma reação quando um incrédulo grita “Gooool” bem ao seu lado. Pelo contrário, ele mesmo faz questão de manifestar sua emoção e logo acompanha o coro. Se esquecem que Deus é relacional e o time é só uma instituição que não compartilha nem recebe seus sentimentos jogados ao ar…

Sua expressão de amor ao “time do coração” não resulta em nada além de uma adoração velada aos ídolos do esporte. Pois, se tens vergonha de clamar a Deus mesmo num momento de culto, mas não tem de clamar ao time durante um jogo, onde estará seu coração? Pelo menos temos a certeza de que Deus “responde-nos quando clamamos!” (Sl 20.9).

Tais pessoas estão escoradas na janela da religiosidade, enfeitadas com suas premissas teológicas, sendo frios telespectadores do culto e, tornando-se críticos especializados nas coisas espirituais sem mesmo ter tido uma experiência real com o Espírito Santo.

Fomos chamados para dar frutos!

O que são frutos? São suas ações, pensamentos e sentimentos. Jesus Cristo disse:

“Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, Ele corta; e todo que dá fruto Ele poda, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15.2)

Todo infrutífero trás prejuízo à obra de Deus e por isso está sob maldição (Mt 21.18-19), pois Deus não aprova suas ações. Podem até parecer ter vida quando exibem suas folhas, mas é só aparência, pois não geram vida para outros!

Sendo assim, vamos dar frutos para o Reino de Deus!

Disse Jesus aos seus discípulos: “Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça” (Jo 15.16)

Devemos estar sensíveis à voz do Espírito Santo (Hb 3.8) e assim, desenvolver o Fruto do Espírito (Gl 5.22-26; Ef 5.8-12) a fim de cooperar com outros irmãos (Gl 6.2) na edificação do Corpo de Cristo (1Co 14.12).

Deus te abençoe!

Felipe Morais é servo temente ao Senhor e atua como pastor na Igreja Batista do Reino, Bacharel em Teologia, escritor (Os Segredos da PÁSCOA: e a Salvação do Povo de Deus | Perdão: assim como nós perdoamos), atua como professor no YouTube pelos canais Curso Bíblico Online e Devocional Bíblico Online.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia no artigo anterior: Deus é Pai



Fonte: Guiame


09/09/2022 – Destak Gospel

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