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Levitas reencenam ritual de Sucot em preparo para o Terceiro Templo



Durante o ritual para a festa de Sucot, na terça-feira (11), centenas de judeus em trajes sacerdotais e acompanhados por levitas tocando instrumentos musicais, participaram da encenação conhecida como “libação da água”. 

Nos dias do Segundo Templo, essa encenação era o auge da cerimônia, pois os judeus invocaram a bênção de Deus sobre as chuvas do ano. Eles eram liderados por um sacerdote que levava um vaso dourado cheio de água cristalina da fonte. A água era derramada no altar.

Em Jerusalém, o evento começou em Shaar Hashpot — portão de esterco, na Cidade Velha — onde os participantes se juntaram para comemorar a festa de Sucot.

Os levitas conduziram a cerimônia com músicas alegres em tambores, violino, violão e clarinete, descendo pelo vale abaixo do Monte do Templo. A multidão cantou e dançou enquanto passava pelos restos arqueológicos da antiga Cidade de Davi, conforme o site Israel 365 News.

Sobre o evento

O evento foi supervisionado pelos rabinos Yisrael Ariel, que é fundador do Instituto do Templo, Aryeh Shtern, o rabino chefe de Jerusalém e os demais rabinos Dov Lior, Shmuel Eliyahu, David Chai HaKohen, Ra’am Hakohen, Menachem Bornstein, Uri Cherki, entre outros.

A procissão foi pontuada por paradas durante as quais teve o soar das trombetas de prata, até o Tanque de Siloé, onde o vaso dourado foi erguido, no momento de maior alegria da festa. 

O tanque de Siloé era o ponto de partida para aqueles que faziam a peregrinação anual a Jerusalém para as festas bíblicas.

Havia pessoas de vários lugares do mundo para a “adoração internacional” a Deus durante as celebrações. Os sacerdotes derramaram a água e o vinho no altar.

Importância do Tanque de Siloé

O tanque de Siloé tem grande importância bíblica, pois o Novo Testamento descreve que lá um cego de nascença foi curado, quando Jesus misturou terra com saliva, aplicou em seus olhos e depois o mandou lavar-se naquelas águas. 

Localizada fora das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém, o tanque inferior é alimentado pelas águas da Fonte de Giom, que são levadas para lá pelo Túnel de Siloé, também conhecido como Túnel de Ezequias.

O tanque foi construído durante o reinado de Ezequias (715-687 a.C.) para substituir um túnel cananeu mais antigo, conhecido biblicamente como o tanque superior, que era vulnerável a invasores. 

O novo tanque e o túnel deixaram os exércitos sitiantes sem acesso às águas da nascente. Os arqueólogos acreditam que durante a era do Segundo Templo, as águas continuaram a fluir para o sul e foram coletadas em uma piscina maior e adicional. Esta piscina foi descoberta por arqueólogos durante o verão de 2004.

Sobre o Terceiro Templo e a chegada do Messias

Com a chegada do ano de 5.783 e o Jubileu, ou seja, 50º ano após 7 shemitás — 7 vezes 7, 49 anos — a discussão sobre a vinda do Messias, entre os judeus, volta ao cenário. 

Conforme os rabinos, a chegada do Messias se dará ao final de um ciclo de 7 anos e eles aguardam essa profecia ser cumprida. O Rosh Hashaná ou Ano Novo Judaico já foi comemorado no dia 25 de setembro.

Sabendo que este é o início de um novo ciclo de shemitá e que é um período de possibilidade para a vinda do Messias, temas sobre a construção do Terceiro Templo estão em pauta. 

Porém, vale lembrar que a “vinda do Messias” para os judeus, significa a “chegada do Anticristo” para os cristãos. Muitos pastores acreditam que esses eventos podem acontecer ainda nesta geração.



Fonte: Guiame


13/10/2022 – Destak Gospel

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