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Imigrantes cristãos levam número de igrejas a crescer no Reino Unido



A imigração está transformando o Reino Unido em vários aspectos, incluindo o religioso. Atualmente, mais de um sexto da população nasceu em outro país e a migração continua em ritmo acelerado. Em 2022, o país recebeu cerca de 504.000 estrangeiros.

Além de multirracial, o Reino Unido é agora um país multirreligioso. O crescimento cristão chama a atenção, especialmente após várias décadas de um período de declínio dramático da igreja, à medida que o cristianismo cultural deu lugar ao progressismo liberal secular,

Com isso, a migração em massa beneficiou a igreja evangélica de pelo menos quatro maneiras, segundo o pastor John Stevens, diretor nacional da Fellowship of Independent Evangelical Churches.

No ano de 2021, somente 46% dos habitantes do Reino Unido se identificaram como “cristãos”. Acredita-se que apenas 2 ou 3% da população sejam seguidores evangélicos. Além disso, diversas das principais denominações históricas enfrentam um declínio preocupante, que pode ser considerado irreversível.

Igrejas crescem

Se não fosse pela migração de muitos crentes para o país, possivelmente o evangelicalismo o declínio seria ainda mais acentuado. A migração resultou em uma explosão no número de igrejas de minorias étnicas e negras, que atualmente são algumas das maiores e mais vibrantes congregações do país.

De acordo com uma pesquisa recente da Aliança Evangélica, cerca de 25% dos cristãos praticantes no Reino Unido são negros.

Embora o cristianismo branco esteja em declínio no Reino Unido, a migração de cristãos evangélicos significa que a fé está prosperando, diz Stevens.

No ano passado, aproximadamente 123.000 pessoas migraram de Hong Kong para o Reino Unido, muitas delas cristãs, e mais de 600 igrejas as acolheram. Esse influxo de crentes dedicados está fortalecendo significativamente a igreja britânica.

Indianos também formam uma grande massa de imigrantes no Reino Unido. Nascido em Chennai, no sul da Índia, Solomon Raj que esteve recentemente no Brasil, onde concedeu entrevista exclusiva ao Guiame, exerce seu chamado em solo inglês.

Ele conta que em 2003, milagrosamente Deus abriu as portas para que ele e sua família entrassem no Reino Unido e ali começaram a se reunir em grupos de comunhão nas casas, realizando evangelismo na comunidade local.

Atualmente, Solomon é pastor sênior da New Beginning Ministries (NBM), no estado de Preston, onde vive com a esposa Mônica e as filhas, Joanna e Susanna Raj.

Progressismo como alvo

A migração está minando os pressupostos do progressismo liberal secular, diz Stevens, uma vez que as minorias étnicas no Reino Unido tendem a ser mais religiosas do que seus vizinhos de cultura majoritária.

Em 2021, quase metade da população de Londres, ou 46%, não era composta por pessoas brancas. Um relatório de 2020 do Theos, intitulado “Londres religiosa: fé em uma cidade global”, destacou os efeitos da migração em massa na capital.

Stevens explica que, dos londrinos entrevistados, 62% se identificaram como “religiosos”, em comparação com 53% em todo o país. Além disso, 38% dos cristãos em Londres relataram frequentar um culto religioso pelo menos uma vez por mês, em comparação com apenas 17% em outras partes do país.

Os valores dos londrinos também tendiam a ser mais conservadores, com 29% deles considerando o casamento entre pessoas do mesmo sexo pelo menos ocasionalmente errado, em comparação com 23% em todo o país, e 24% considerando o sexo fora do casamento pelo menos ocasionalmente errado, em comparação com 13% em todo o país.

‘Evangelho reconciliador’

Segundo Stevens, a migração permitiu à igreja manifestar o poder reconciliador do Evangelho.

“A glória do Evangelho é que ele reconcilia as divisões entre a humanidade resultantes da queda. A comunidade da igreja deve mostrar ao mundo o poder do evangelho e o plano salvador de Deus. Claro, a reconciliação pode ser demonstrada dentro de uma comunidade monoétnica, por exemplo, entre pessoas de diferentes classes, idades ou gêneros. No entanto, a reconciliação étnica entre aqueles que foram historicamente hostis entre si é ainda mais óbvia”, explica Stevens.

‘Reavivamento para a nação’

Para Stevens, a migração mudou irrevogavelmente a natureza do Reino Unido. “Alguns ainda anseiam por uma era passada de maior homogeneidade. No entanto, a meu ver, a migração em massa tem sido uma bênção providencial de Deus, tanto para a nação quanto para a igreja”.

“A igreja do Reino Unido é mais rica como resultado, e minha oração é que Deus use nossa crescente diversidade étnica tanto para adequá-la mais à semelhança de Cristo quanto para trazer o crescimento do Evangelho, até mesmo o reavivamento, para a nação”.



Fonte: Guiame


24/03/2023 – Destak Gospel

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