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Hamas executa palestinos por colaboração com Israel



Na manhã do último domingo (04), cinco palestinos foram executados na Faixa de Gaza, de acordo com um comunicado feito pelo Ministério do Interior — que é controlado pelo grupo extremista Hamas. 

Dois deles morreram pelas mãos do pelotão de fuzilamento e foram enforcados sob a acusação de colaboração com Israel. Os outros três foram condenados por assassinato e foram fuzilados. 

O comunicado não informou os nomes deles, mas as sentenças de morte, conforme o Jerusalem Post, devem ser aprovadas pelo presidente da Autoridade Palestina, conforme a lei. 

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, desde 2007, realizou execuções no passado sem buscar a aprovação das autoridades. 

Sobre os homens executados

O Ministério do Interior disse que um dos condenados, um residente de 44 anos da cidade de Gaza, foi preso em 30 de outubro de 2009, sob a acusação de “comunicar-se com partes estrangeiras hostis” e trabalhar para a inteligência israelense desde 2001. Segundo o ministério, o homem forneceu a Israel informações que levaram ao assassinato de palestinos. 

O segundo homem, que foi acusado de colaborar com Israel, tinha 54 anos e morava em Khan Yunis. O Hamas alegou que o condenado, que foi preso em 15 de fevereiro de 2015, foi recrutado como informante em 1991 — por revelar às forças de segurança israelenses informações sobre membros do Hamas, incluindo seus locais de residência e empregos, bem como os locais de lançamento e fabricação de foguetes.

O terceiro homem, de 43 anos e morador da Cidade de Gaza, estava preso desde 2004. Ele foi considerado culpado pelo sequestro e assassinato de uma mulher. Em 2009, ele conseguiu escapar da prisão e cometeu outro assassinato.

O quarto, um morador do norte da Faixa de Gaza, de 30 anos, foi preso em 30 de outubro de 2013, acusado de roubo e assassinato. E o quinto, um homem de 26 anos, foi preso em 14 de julho de 2022 por assassinar um homem e uma menina e por ferir outras 11 pessoas durante uma disputa familiar. Há rumores de que ele fazia parte das forças de segurança do Hamas.

Execução de outros palestinos

Desde o início do ano, 15 palestinos já foram executados, de acordo com o Centro Al-Mezan para os Direitos Humanos, com sede em Gaza. 

“O Centro Al-Mezan condena a contínua emissão de sentenças de morte na Faixa de Gaza e reitera suas fortes críticas ao uso dessa prática, que constitui uma forma de punição desumana contrária aos padrões legais internacionais”, afirmou o grupo em comunicado. 

“Além disso, essa punição viola as obrigações da Palestina sob a lei internacional de direitos humanos”, concluiu ao reiterar suas críticas ao uso dessa prática.



Fonte: Guiame


05/09/2022 – Destak Gospel

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