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Gângster conhecido como “esfaqueador” encontra redenção em Jesus: “Há esperança”


Com apenas 9 anos, Isaiah Blancas buscou pertencimento e proteção nas gangues de rua em El Paso, no Texas. 

Seu pai havia acabado de fugir com outra mulher, abandonando sua família. “Eu amava muito meu pai. E para mim, ele era como se fosse meu tudo, então quando ele saiu, isso me quebrou”, disse Isaiah, em entrevista à CBN News.

Logo depois, o menino foi expulso de casa pela mãe e passou a sobreviver nas ruas sozinho e desprotegido. 

“Eu estava apavorado. Eu tinha muita raiva. Eu simplesmente não me importava mais e meu coração ficou frio”, lembrou Blancas.

Sobrevivendo nas ruas aos 9 anos

Ele dormia em qualquer lugar que servisse de abrigo e se alimentava nas latas de lixo. Isaiah conseguiu evitar esbarrar com membros de gangues de rua por um tempo, mas logo acabou sendo pego por alguns deles.

Certa noite, eles encontraram o menino sozinho, o espancaram e o deixaram no hospital, todo machucado e ensanguentado.

“Foi quando decidi que seria um dos membros de gangue mais violentos que El Paso já viu”, contou o homem, que buscou na violência um modo de ser respeitado e de se manter seguro nas ruas de El Paso.

Aos 14 anos, Isaiah entrou na gangue que quase o matou. Em troca de aceitação, o adolescente mergulhou no mundo de brigas, roubos e drogas.

Entrando na gangue que quase o matou


Com apenas 9 anos, Isaiah Blancas entrou em uma gangue para sobreviver nas ruas. (Foto: YouTube/CBN News).

“Nós éramos todos como uma família. Mesmo que houvesse traição e, mesmo nossos próprios amigos nos esfaqueavam pelas costas, ainda nos considerávamos família e morreríamos um pelo outro”, afirmou.

Nos cinco anos seguintes, Isaiah viveu no crime e se tornou o gângster mais cruel, ganhando o apelido de “esfaqueador”.

“Eu me tornei o que eu realmente ansiava ser, que era um membro de gangue temido, alguém que era realmente respeitado”, confessou ele.

Com apenas 19 anos, Isaiah já cumpria pena por ter esfaqueado seis pessoas de uma outra gangue. A essa altura, o jovem sentiu que estava preso para sempre no mundo do crime.

Morrer na prisão ou nas ruas

“Minha esperança se foi. Eu já havia aceitado que ia morrer na prisão ou morrer nas ruas”, disse.

Mais tarde, depois de ter ganhado liberdade condicional, o gangster voltou novamente à prisão e foi para a solitária, onde se viu sozinho novamente, como em sua infância.

“Acabei fazendo as mesmas coisas que sempre fiz; batendo nos outros, quebrando as costelas das pessoas, incitando brigas, tumultos, coisas muito mais horríveis do que isso”, revelou ele.

Aquele menino inocente de 9 anos se transformou em um homem de coração endurecido e cheio de raiva.

“Eu não me importava comigo mesmo se eu morresse. Eu não me importava com ninguém. Eu estava fazendo tanta coisa errada e se eu morresse, então eu morri”, contou.

Encontrando Cristo na solitária

Ir aos cultos no presídio era uma das poucas chances de sair da solitária, então Isaiah passou a frequentar as reuniões, mesmo não tendo fé.

“Eu não acreditava em Deus e ponto final. Se houvesse um Deus amoroso, como Ele poderia deixar tudo isso acontecer comigo?”, questionava.

Nos encontros de adoração, o jovem conheceu Gina, a capelã da prisão, uma ex-gângster de rua. 

“Eu me lembro de Gina chegar bem na minha cara, assim perto e gritar: ‘Você está disposto a morrer por isso. Bem, eu estou disposta a morrer também, mas pela gangue de Deus’. Saí pensando: Essa senhora é diferente”, contou.

Na solitária, o presidiário passou a refletir sobre o tipo de homem que havia se tornado. “Eu era uma pessoa horrível, alguém que não merecia graça, depois de todo o mal que eu tinha feito. Poderia esse Deus realmente usar alguém como eu que está quebrado?”, pensava.

“Jesus veio para o pior dos piores”

No culto seguinte, ele fez essa pergunta à capelã. “E ela disse: ‘Sim, Ele vai. Ele vai usar você para sua glória. Ele veio para pessoas como você, para o pior dos piores”, relatou Isaiah.

Naquele mesmo momento, o gângster se rendeu a Jesus e encontrou redenção para sua vida destruída.

“Eu abri minhas mãos e disse que se este Deus que você está falando me ama, então aqui estou eu, eu darei minha vida a Ele. E eu dei minha vida a Deus naquele dia”, testemunhou ele.

Isaiah, o “esfaqueador”, se transformou em Isaiah, um filho de Deus perdoado e redimido. Crescendo em seu relacionamento com Deus, o ex-gângster conseguiu perdoar seus pais.

Hoje, ele é casado, tem quatro filhos e lidera um ministério que ajuda pessoas que estão presas no ciclo de violência e drogas.

“Quero que elas saibam quão grande é meu Deus e que há esperança em Jesus Cristo”, declarou Isaiah Blancas.



Fonte: Guiame


01/08/2022 – Destak Gospel

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