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Eu sobrevivi à separação conjugal



“Até que a morte os separe…”. Essa declaração é poética e verdadeira para alguns, mas não para todos e, se não tiver sido o seu caso, assim como não foi o meu, o mundo não pode acabar. Existem casamentos que duram anos, décadas e são benção na vida das pessoas e isso é bíblico. Deus mesmo disse: “Não é bom que o homem esteja só…” mas infelizmente nem sempre vi ser assim na vida de todo mundo. Por sete anos, eu tentei ser feliz com aquele que na minha visão (na época) era “o homem da minha vida”. Por ser meu primo legítimo, tinha uma ligeira vantagem em relação aos demais namorados que eu já havia tido e na minha cabeça, era “o cara”, aquele amor à primeira vista que arrebata o nosso coração. Quando um relacionamento entre famílias dá certo, é uma benção, conheço primos que se casaram e deram muito certo, mas quando dá errado também, dá muito errado. Foi o meu caso, infelizmente. Aquele grande amor, que eu achava que era “para sempre” não durou e aos 26 anos, eu estava separada, destruída emocionalmente e extremamente fragilizada. Aquele homem dos meus sonhos se dissipou diante de mim e não deu para recompor um relacionamento que estava fadado ao fracasso desde o começo.

Eu sei o que é a dor de uma separação conjugal, e é uma das maiores dores da existência humana. Eu ainda tão jovem, com apenas 26 anos, achava que a minha vida estava acabada, como viveria sem aquele homem que eu amava? Como seguiria a vida sem ele? Ah! Eu nem imaginava que a minha vida estava só começando. Deus estava de braços abertos me esperando apenas erguer a cabeça para me mostrar o quanto Ele me amava. Não podemos depositar toda a nossa felicidade nas mãos de um homem, de um ser humano, pois só no fato de ser humano, já existe uma limitação suficiente que não permite a essa pessoa a condição de nos fazer completamente felizes. Quantas pessoas em nosso meio estão machucadas por relações que não deram certo exatamente por expectativas como essas, que foram postas em um homem, e esse as frustrou, e hoje tantas mulheres estão infelizes, traumatizadas e sem esperança. Graças a Deus, fui alcançada pelo Senhor, em meio a esse caos emocional e esse resgate me trouxe salvação em todas as áreas. Espírito, alma e corpo. Segui a minha vida, Deus me mostrou que ela estava só começando, me formei, trabalhei no que gosto de fazer, viajei e conheci tantos lugares e novas pessoas, e segui a minha vida. Hoje, livre daquela história que não deu certo, mas que me ensinou tantas coisas. Na época, tive o apoio de familiares e amigos, e isso é bem importante. Sobrevivi!

Caso, você se identifique com a minha história nesse aspecto, não se condene se o seu relacionamento acabou. Tire lições de tudo o que não deu certo, erga sua cabeça e siga sua vida. Deus quer lhe ajudar a prosseguir.

Nunca seja prisioneiro do seu passado. Foi apenas uma lição, não uma sentença!

Esqueça os erros que você cometeu, mas nunca se esqueça das lições que você aprendeu! A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar seu sofrimento como alicerce de sua maturidade. O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes. Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, pedindo a Deus (Quer sabedoria? Peça a Deus que a todos dá liberalmente), que é o mais nobre. Segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo. Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.

As pessoas não costumam confessar as suas imaturidades e fragilidades frequentemente. Mas se nós nos espelhássemos um pouco em Paulo seriamos menos hipócritas do que costumamos ser com isso, ajudaríamos mais pessoas com a nossa história de limitações. Todos nós temos áreas frágeis a serem tratadas. Quantas pessoas vivem situações semelhantes às nossas, conflitos internos e não têm coragem de pedir ajuda? Garimpar as nossas mazelas e trazê-las à tona pode salvar outros de prisões emocionais que se arrastam por anos. Muitos estão dentro das igrejas se escondendo não só dos pastores e líderes, mas se escondendo de si mesmos. Quem não mapeia suas maiores fraquezas existenciais será assustada por elas ao longo da sua existência. O tempo está passando! Vamos nos conhecer e romper com as nossas limitações!

Eu já cometi muitos erros, mas eu NÃO SOU os meus erros. Assim como você também não é seus erros. Eu sei que sou intensa e que a minha intensidade assusta algumas pessoas, ainda bem que existem algumas dessas, corajosas, que permanecem ao meu lado, após o susto…. Certa vez, fiz uma oração pedindo a Deus para ser menos intensa e mais superficial, mas Deus me falou que Ele me fez assim, intensa, e que as coisas superficiais são facilmente removíveis. Ali desisti de ser superficial. Aceitei a minha intensidade e tenho buscado no Senhor apenas o equilíbrio dessa intensidade, mas desisti de querer ser outra pessoa.

Quando você conseguir contar sua história sem chorar, você saberá que se curou por dentro. Eu percebi cura na minha vida enquanto escrevia essas páginas, pois as lágrimas se extinguiam na medida que as escrevia. Nossa vida é um livro. Deus estabelece o número de páginas, capítulos, com parágrafos, vírgulas e ponto final, mas somos nós quem o escrevemos… Acredito que há páginas em nossa vida que não adianta apenas virar e continuar, precisam ser arrancadas e queimadas sim, precisam ser destruídas para que o novo de Deus tome o seu lugar em nós. Outras, não podem ser arrancadas. Elas precisam ficar ali, para nos lembrar dos ursos e dos leões que já vencemos um dia. A gente vira a página, mas não elimina a história.

Por Dione Alexsandra Ferreira – Publicitária, pós-graduada em Comunicação Digital; Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema; autora dos livros “Superação” e “Jornada para a Liberdade”, publicados pela Editora Reinar e integrante do Departamento de Comunicação do Centro de Operações do Ministério Verbo da Vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Em 2021, você foi até a falha?



Fonte: Guiame


26/08/2022 – Destak Gospel

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