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Entre a vida e a morte, jovem se recupera de grave acidente: ‘Intervenção divina’


Um grave acidente envolvendo o adolescente Daniel Mencari, agora com 16 anos, fez com que a equipe médica e sua mãe pudessem reconhecer que sua recuperação foi um milagre.

Daniel estava com dois amigos em um quadriciclo em Itaipuaçu, distrito de Maricá, em junho deste ano, quando o veículo se envolveu em um acidente. Um deles foi atendido e liberado. Daniel foi internado em estado grave e Lorenzo Martins, infelizmente, faleceu. Todos tinham a mesma idade: 15 anos.

Após passar por diversos procedimentos e enfrentar muitas complicações ao longo da internação, Daniel está plenamente recuperado: “Um milagre”, como declara a farmacêutica Adriana Mencari, de 46 anos, a mãe do rapaz.

“O Socorro do Samu aconteceu entre 8 e 10 minutos. Foi muito rápido. A ação de Deus já começou ali naquele momento. Ele foi para o Conde, onde preservaram a parte neurológica. Na mesma noite ele foi transferido para o Alberto Torres, onde ele fez tomografia. Lá foi pedido uma espera de 12 horas para ver como o cérebro se comportaria. E no dia seguinte levado para o CHN, onde fez a cirurgia. As primeiras horas foram fundamentais”, lembrou Adriana.

Inicialmente Daniel foi sedado e colocado em coma induzido, seguido de outra série de procedimentos médicos determinantes.

Entre a vida e a morte

Daniel passou 51 longos dias entre a vida e a morte após sofrer um traumatismo cranioencefálico na noite do acidente, em 28 de junho. Durante o período de internação, ele ainda foi diagnosticado com pneumonia e chegou a sofrer parada cardiorrespiratória, sendo reanimado pelos médicos do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) por cerca de 2 minutos e 10 segundos.

O estado de Daniel era gravíssimo, relata sua mãe.

“Para a equipe médica, era visível que o cérebro iria inchar mais e mais. O médico me chama, fala sobre o risco, edema muito grande, sangramento, e as duas opções: abrir a cabeça ou perder o paciente. Naquele momento era tudo ou nada”, lembrou emocionada.

Dias após, Daniel enfrentou uma forte pneumonia, um novo pesadelo para os familiares.

“Ele ficou com uma febre que não cessava de jeito nenhum, mas estava caminhando, progredindo, a gente estava vendo a recuperação da atividade cerebral, teve, também, paralela a essa pneumonia, as orações. Ele respondia bem, quando desligava oxigenação. Até que decidiram extubar o Daniel sem a traqueostomia”.

Daniel Mencari, de 16 anos, antes do acidente. (Foto: Arquivo pessoal)

Superação

Daniel passou por diversos momentos, muitos dos quais, extremamente delicados e preocupantes. Ele transitou pelo Centro de Terapia Intensivo (CTI), até chegar ao quarto e, enfim, ser liberado da unidade médica no meio do ano.

No dia 11 de julho, segundo a mãe Adriana, os médicos precisaram entubar Daniel de novo, para evitar uma falência pulmonar.

“Paracetamol, dipirona, bolsa de gelo e não saía de 37 de febre. Fez traqueostomia no dia 12, e dali em diante ele sai do período crítico, com inchaço minimizado, pneumonia começando a cessar, a medicação fazendo efeito, bactéria acabando e sai do tubo”.

Daniel então começa a fisioterapia, para voltar a andar, e ter a vida normal, até receber alta hospitalar.

A alta do CTI aconteceu em julho, quando Daniel completou 16 anos de idade. Em 18 de agosto, ele foi para casa onde, desde então, recebe cuidados domiciliares. Daniel também já retornou à escola em 19 de setembro, onde participa das aulas e das provas.

“No aniversário dele, ainda no hospital, ele foi liberado por um quarto. Fizemos festa para ele, foram todos os amigos, a fonoaudióloga foi ensinando-o a falar, fechando o buraquinho da traqueostomia, fez a primeira alimentação oral, andando de cadeira de rodas, mas com controle de tronco. Ele já sentava, interagia, mesmo fraquinho”, lembra Adriana.

Passados cinco meses após o caso, Daniel não tem sequelas físicas ou neurológicas. Segundo a mãe dele, está prestes a realizar sua última intervenção cirúrgica, que é a colocação de uma prótese 3D para reconstrução da calota craniana.

A partir daí, a família dele passou por um embate judicial com o plano de saúde, até obter a vitória e conseguir esta cirurgia.

“Tive que recorrer ao Ministério Público, à Justiça. Depois de uma pressão, o plano de saúde aprova a prótese. O médico entra com pedido para confeccionar”, conta Adriana, que explica que esta será a última etapa de reconstrução.

“É como um bebê que começa a interagir. Não tem como mensurar o tamanho da lesão. Os próprios médicos viram um milagre. Ele voltou. E voltou normal. Incrível. Só voltou normal. Primeiro: pela intervenção de Deus; e segundo: o socorro foi muito rápido. Foi tudo na hora certa”, finalizou Adriana.



Fonte: Guiame


18/11/2022 – Destak Gospel

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