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Após resistir à ditadura em Uganda, missionária prega em vários países da África



A história de Dora Cristina Rubombora descreve a dedicação de uma mulher que, ainda jovem, decidiu servir a Jesus colocando a obra de Deus acima de suas vontades.

Em seu testemunho, Dora diz que embora tenha nascido em uma família cristã e estivesse envolvida com a igreja desde pequena, só quando foi para a faculdade teve um despertamento para servir ministerialmente.

Primogênita de sete irmãos, Dora acompanhava seus pais, que eram membros ativos na igreja, crescendo nesse tipo de ambiente. Seu pai era tesoureiro da igreja local e sua mãe foi trabalhadora da União das Mães.

“Por isso, cresci conhecendo Deus, lendo a Bíblia, orando e frequentando os cultos dominicais regularmente. Eu costumava acreditar que era uma boa menina porque era moralmente correta e bem-comportada”, lembrou ela em um comunicado publicado pelo Ministério LIFE Uganda.

Decisão ministerial

Ao ingressar no Trinity College Nabbingo para sua educação de nível avançado, Dora conta que começou a sentir um vazio em sua vida que se manteve.

“Eu não sabia a que atribuir aquilo. Quando entrei na Makerere University em 1969, fiz Biologia e gostei muito. Foi a fase da minha formação que mais gostei. No entanto, esse sentimento de vazio ainda permanecia”, explicou.

Ela conta que costumava frequentar as reuniões da União Cristã (UC) na Universidade Makerere. Durante um dos encontros, o pregador desafiou aqueles que não nasceram de novo a convidar Cristo para suas vidas.

“Não avancei, mas as palavras dele ficaram ecoando na minha cabeça até o dia seguinte, quando fui participar de mais uma bolsa da UC. O pregador naquele dia era um pastor do Quênia e após sua ministração, ele também deu uma oportunidade para as pessoas orarem e receberem a Cristo. Eu disse a mim mesmo: ‘Talvez seja isso que me falta na minha vida’.  Então, dei um passo de fé e convidei Jesus Cristo para minha vida. Foi em 10 de julho de 1971”, lembra.

Dora revela que imediatamente após receber a Cristo, ela se sentiu como se houvesse “uma peça que faltava em minha vida”.

“Eu costumava me perguntar o que era a vida. Mas quando recebi Jesus, essas perguntas foram respondidas. Comecei a entender que Deus tinha um propósito e uma razão para minha existência”, disse ela.

Dedicação ministerial

Dora conta que decidiu nem se casar para melhor servir no ministério. Ela diz que se conectou a amigos que desempenharam um grande papel em nutri-la espiritualmente. Logo, a jovem se juntou ao trabalho cristão de tempo integral.

“Mais tarde, um amigo me conectou à Sra. Kathy Hurlburt e ela desempenhou um grande papel em nutrir minha fé. Ela e o marido Winston (Win) eram missionários batistas em Uganda. Ela me mostrou como usar o livreto das ‘Quatro Leis Espirituais’ para compartilhar o Evangelho e eu frequentemente a acompanhava para dar testemunho no campus”, relatou.

Tempos depois, Dora ingressou em uma organização chamada “Campus Crusade for Christ”, e foi convidada pelo casal Sam e Lynn Owen para um treinamento em Nairóbi, capital do Quênia, em abril de 1972.

“Foi durante esse treinamento que Deus me mostrou claramente o que Ele queria que eu fizesse. Ele queria que eu O servisse do jeito que eu estava (solteira) com esta organização. Eu compartilhei com meus pais sobre minha decisão de ingressar no trabalho cristão em tempo integral e eles deram seu consentimento.”

Dora também participou da conferência Explo 72, que aconteceu em Dallas, no Texas, junto com outros delegados de Uganda. “A conferência teve como objetivo equipar os participantes (cerca de 80.000 pessoas) com habilidades de evangelismo e discipulado”, explicou.

Forte na fé durante ditadura

Dora explica que como o ministério estava começando a criar raízes, as coisas tomaram um rumo drástico em 1973, por causa da perseguição do ditador Idi Amin ao cristianismo em Uganda.

“Ele aboliu algumas organizações cristãs e, infelizmente, a Campus Crusade for Christ foi uma delas. Como organização, ficamos sob a proteção da Igreja de Uganda e também mudamos o nome para Ministério LIFE Uganda. O treinamento foi transferido para Nairóbi”, relata.

Após seu treinamento, Dora foi convidada a permanecer no Quênia como instrutora.

“Deus falou comigo através de Mateus 9:37-39 e eu aceitei ficar. Entendi o fato de que Ele é o Senhor da colheita, e eu uma mera serva de Deus. A partir daquele momento, eu estava pronta para ser usada por Ele e ser enviada para onde Ele quisesse que eu fosse”, disse ela.

Servindo em diversos países da África

Do Quênia, Dora viajou para Kinshasa em 1980, onde o Centro de Treinamento da Grande Comissão foi estabelecido para as regiões de língua francesa na África. Seis anos depois, ela voltou para Nairóbi para continuar seus estudos até 1988.

Mais tarde, Dora mudou-se para o Mali e depois para o Zimbabué, principalmente envolvida na formação do pessoal.

Em seguida, Dora retornou a Uganda, após receber a orientação de Deus em 2003.

“O Senhor me falou sobre meu próximo destino. Fiquei muito animada porque não era uma transferência para outro país, mas para casa. Voltei para Uganda em junho de 2004 e fiquei muito feliz por estar de volta em casa”, contou.

Ainda dando frutos

De outubro de 2009 a 2017, Dora se dedicou a cuidar dos seus pais, idosos e frágeis. “Este foi um presente para meus pais e para mim. Eles me entregaram ao Senhor e eu os deixei por mais de 30 anos, então Deus me deu a oportunidade de voltar e cuidar deles”.

“Papai faleceu em 2012 e mamãe em 2017. Depois disso, aos poucos comecei a voltar ao ministério de campo. Em maio de 2018, tivemos um treinamento básico para líderes da Igreja Anglicana (Igreja de Uganda na Diocese de Rwenzori) no Bishop Balya Bible College em Fort Portal”, contou.

Apesar da idade, Dora voltou ao ministério de campo como parte do departamento do Movimento Global da Igreja (GCM) do Ministério LIFE, em 2019.

“O que posso dizer depois de 49 anos na equipe? O Senhor tem sido fiel. Ele me trouxe a Si mesmo em 1971, quando entreguei minha vida a Jesus e Ele nunca me deixou sozinho ou me abandonou. Ele me chamou como uma jovem solteira para servi-lo em 1972 e, quando olho para trás, o que é inquestionável sobre Deus é Sua fidelidade”, testemunha.

Dora disse ainda que “em tempos difíceis, Ele esteve comigo e me viu em todos eles. Ele supriu todas as minhas necessidades além da minha imaginação”.

“Devo dizer que a colheita ainda é abundante e Deus ainda está procurando trabalhadores para enviar para Sua colheita. Portanto, se o chamado para o ministério vier, lembre-se disso: Deus é fiel. Aquele que fez isso por mim e inúmeros outros missionários certamente fará isso por você”, lembra.

“Ele é o mesmo Deus que é suficiente. Ele também é o mesmo Deus que deseja nossa submissão e total obediência. Ele conhece os planos que Ele tem para nós que Lhe trarão glória. Portanto, levante-se quando Deus o chamar e seja contado entre os trabalhadores na colheita do Rei”, disse a missionária.

Nos últimos 49 anos, Dora conectou pessoas a Jesus Cristo e mobilizou missionários em vários países africanos por meio do Ministério LIFE Uganda.

Ela acredita que até hoje, a colheita ainda é abundante e Deus ainda está procurando trabalhadores para enviar para Sua colheita.



Fonte: Guiame


07/11/2022 – Destak Gospel

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