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Após cirurgia de transição, jovem encontra Cristo: ‘Se falassem de Jesus antes, não faria’


Sophia Galvin relata suas experiências com disforia de gênero, que culminaram em procedimentos que ela se submeteu, como hormônios e cirurgias de sexo cruzado. Tudo na tentativa de se parecer com um homem, explica. Mas a insatisfação a levou a fazer a destransição.

Ao se converter ao cristianismo, Galvin decidiu se mobilizar para ajudar pessoas. Ela contou seu testemunho e sobre seu ministério em uma entrevista à comentarista conservadora Allie Beth Stuckey. 

Gavin é fundadora do Rainbow Redemption Project, que fornece “recursos voltados para o Reino” para destransicionadores “com o objetivo de redimir totalmente suas vidas por meio do poder transformador de Jesus Cristo”.

Galvin contou que começou viver a disforia de gênero na adolescência, por fazer coisas que, ao longo de sua infância, muitas vezes eram realizadas por meninas, como usar vestidos e maquiagem.

Passando sua infância na Flórida, Galvin disse que os homens frequentemente a tratavam como objeto, o que provocava nela a sensação de impotência e alimentava o desejo de se tornar um homem.

Aos 17 anos, ela deu início à transição, incluindo a remoção de ambos os seios aos 19 anos e a ingestão de grandes quantidades de testosterona. Aos 20 anos, Gavin diz que percebeu que sua vida estava pior do que antes.

Evangelho

Ao destransicionar, Galvin disse que sua vida mudou quando conheceu uma pessoa online, que se submeteu ao mesmo procedimento e que compartilhou o Evangelho de Jesus Cristo com ela. 

“Sou cristã e estou salva há cerca de um ano. Aos 17, tomei a decisão de fazer a transição para me tornar um homem e foi uma decisão horrível”, disse Galvin.

“E então, aos 20 anos, tomei a decisão de fazer a transição de volta para o sexo feminino. E depois de um ano sem recursos e sem saber o que fazer, acabei entregando minha vida a Cristo. E tem sido um ano desde então.”

Galvin disse que há outras razões pelas quais ela queria se tornar um homem quando era adolescente. 

“Ser uma mulher na sociedade – e não necessariamente de um sentido feminista – algumas das coisas que eu experimentaria [seriam] homens [sendo] regularmente predatórios. Mas também, a cultura super-sexualizou as meninas, meu corpo e também algumas coisas que aconteceram comigo na minha vida”, explicou Galvin.

Allie Beth Stuckey entrevista Sophia Galvin. (Captura de tela/YouTube/Allie Beth Stuckey)

Galvin disse que experimentou confusão de gênero quando entrou em um relacionamento homossexual e começou a sentir atração pelo mesmo sexo aos 6 anos.

“Desde jovem, lutei contra a atração pelo mesmo sexo, o que me levou a realmente entrar na comunidade LGBT e me tornar doutrinada. Na verdade, eu queria ser uma ativista LGBT antes de tomar a decisão de fazer a transição”, acrescentou.

“As atrações pelo mesmo sexo eram algo que sempre me deixava extremamente desconfortável, mas também algo que eu sentia que não era capaz de expressar para as pessoas. Então, por anos, eu fiquei muito calada e reservada sobre isso.”

Galvin disse que sua família aceitou sua atração pelo mesmo sexo.

Agenda LGBT

“Eu fui para uma escola só para garotas. Então, no meio da loucura hormonal, eu só estava perto de garotas, e também experimentei atração pelo mesmo sexo desde jovem. Então, para mim, quando tomei a decisão de me assumir … como atraída pelo mesmo sexo, … imediatamente, eu senti que não queria que as pessoas tivessem que experimentar o que eu sempre experimentei enquanto crescia; ter vergonha e ter que manter minha boca fechada e fingir que isso não é algo com o qual eu realmente lutava”, contou Galvin.

Outros fatores que Galvin disse ter contribuído para ela desejasse ser homem foram as mídias sociais, a internet e a mudança de cultura de sua escola só para meninas.

“Eu realmente me interessei por toda a agenda que as pessoas estão promovendo agora; meio que forçando essas crenças e esses valores em outras pessoas e na ideologia LGBT. Eu queria forçar muito”, admitiu Galvin.

“E acho que por causa de algumas coisas que experimentei na minha vida, especificamente dos homens, senti que tinha que assumir um papel protetor e isso foi algo que realmente me levou a me tornar um homem. [Meu desejo para a transição] realmente não veio de um lugar específico. Era apenas a sociedade em geral como um todo na época.”

Falsa identidade

Ela contou que antes de encontrar Cristo buscou a felicidade através da transição para se tornar cada vez mais como um homem. No entanto, disse que percebeu, depois de ter seus seios amputados, que uma nova e falsa identidade de gênero não fez com que suas emoções indesejadas desaparecessem.

“Um grande problema com a cultura agora é a falta de identidade. E especificamente, a falta de identidade em Cristo – o que me permitiu encontrar a liberdade”, declarou Galvin. 

O fim do uso de testosterona fez parte dadestransição de Galvin. No entanto, ela disse na entrevista que sua voz ainda é muito mais forte do que antes devido às grandes quantidades de testosterona que recebeu.

Ajudando pessoas

Criadora do projeto Rainbow Redemption, que visa ajudar as pessoas afetadas pela disforia de gênero, Galvin diz que não encontrou recursos para ajudá-la no processo de destransição que é “tumultuado”.

“Através de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, ela foi capaz de experimentar a verdadeira redenção e cura de uma maneira que nunca poderia ter sonhado ser possível”, diz sua biografia online. “Então, seu objetivo ao estabelecer esta organização é ajudar outros destransicionadores a realizarem esse mesmo poder redentor em suas próprias vidas, tudo para a glória de Deus. Ela entende por experiência pessoal que a verdadeira redenção de uma vida só pode ser encontrada através de Jesus Cristo.”

Galvin também está planejando iniciar um grupo de estudo bíblico para destransicionadores.

“Eu definitivamente diria que se eu soubesse sobre Jesus e do que Seu amor e Seu Espírito são capazes, desde tenra idade… na época em que eu estava lutando contra a disforia de gênero, se alguém tivesse vindo até mim e dito: ‘Jesus poderia libertá-la disso’, eu nunca teria seguido o caminho que segui”, disse Galvin a Stuckey.

Responsabilidade médica

Olhando para trás, Galvin acredita que precisa haver mais responsabilidade para médicos e profissionais de saúde que fornecem injeções de testosterona e realizam cirurgias de transição de gênero.

Galvin disse que era muito jovem aos 17 anos para ser capaz de tomar uma decisão tão importante por conta própria. Os médicos, ela disse, muitas vezes apressam os clientes para cirurgias de transição.

“Quero dizer, honestamente, eu diria de pessoas com quem conversei e conheci pessoalmente, e histórias que li no Reddit de destransição, acho que [a decisão de transição] é um processo desnecessariamente rápido para muitas pessoas”, disse Galvin.

“Minha maior oração é poder ser uma espécie de pacificadora entre a comunidade cristã e ainda mais ampla do que a comunidade trans, a comunidade LGBT, em si. E também oro para que esta mensagem seja recebida da maneira certa porque eu sei que há pessoas que estão atualmente em transição que podem ver minha mensagem como odiosa”, acrescentou Galvin.

“Eu teria visto da mesma maneira. Mas eu gostaria que essas pessoas soubessem que há verdadeira liberdade em Cristo, não importa o quão longe uma pessoa esteja no processo de transição.”



Fonte: Guiame


06/09/2022 – Destak Gospel

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