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Ai dos que...



A lista dos “ais” só aumenta. Ai dos mentirosos, ai dos corruptos, ai dos violentos, ai dos estupradores, ai dos fofoqueiros, ai dos falsos, ai dos que iludem, ai dos traficantes, ai dos promíscuos, ai dos traidores, ai dos assassinos, ai dos adúlteros, ai dos que… São muitas trágicas consequências produzidas pelos mais variados “ais”, todos resultando em dores extremas.

Como sociedade estamos vivendo dias de perplexidade, esfregamos os olhos como quem não acredita no que está vendo. Pelos cantos da vida a vergonha, o pudor, a moral, o bom senso, vão se encolhendo sem reação, sem saber o que dizer, o que responder, vamos tateando na busca de caminhos para responder as questões profundas que este tempo coloca.

Isaías 5:20, bem antes de Cristo, já sofria, questionava e se preocupava com este cenário inacreditável que enfrentamos: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!”. O que chama a atenção neste versículo é que bem antes dos nossos “ais”, dos nossos lamentos, das nossas decepções, quem proclamou os “ais” foi o Senhor, numa declaração divinamente triste da inversão de valores pela qual passaríamos.

Exemplos? Chega a assustar o volume que se produz diariamente. É como se o mundo dissesse: Queremos a legalização das drogas, queremos a normalidade da poligamia, queremos um cardápio infinito de práticas sexuais, queremos que nos respeitem, mas não queremos respeitar ninguém, queremos uma Bíblia mais light e sem restrições chatas, queremos um evangelho fofo e o mais nutella possível, chega de evangelho raiz, aquele de 2000 anos atrás, afinal, já faz tanto tempo, né? São estes “queremos” e outros tantos que povoam nosso cotidiano e tentam desestabilizar a tudo e a todos.

Suporte os seus “ais”, enfrente-os, combata-os, sempre na perspectiva e na força do amor bíblico, aquele que tudo suporta, tudo crê e tudo espera. Quando falamos “ai dos que”, na real estamos expressando nossa dor por todos os absurdos da atualidade. Nossos “ais” nos ferem, entristecem, amarguram, nos fazem sentir profundas tristezas por ver toda uma geração sendo destruída.

E ao suportar cada “ai”, não se esqueça quem é Deus. Quando lamentamos através de um “ai”, nosso limite é o lamento em si e algumas pequenas ações que estão ao nosso alcance. Mas quando é Deus quem lamenta limites simplesmente não existem. Quando Deus diz “Ai dos que…”, como em Isaías 5:20, certamente um plano e uma consequência já existem, e Ele tem poder para fazer prevalecer sua santa vontade no equilíbrio de seu perfeito amor e de sua reta justiça.

Edmilson Ferreira Mendes é escritor, pastor, teólogo, observador da vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Sinais que ensinam



Fonte: Guiame


21/07/2022 – Destak Gospel

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