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A Bella e os feras



Um dos grandes clássicos das histórias infantis é A Bela e a Fera. A história do príncipe que vira uma fera e precisa receber um beijo de amor verdadeiro até que a última pétala caia lá na torre mais alta do castelo, atravessa gerações. Entre os que assistiram, quem não se lembra da incrível cena da dança da Bela e da Fera na biblioteca? Ou dos dois fazendo guerra de neve nos jardins do castelo? Ou ainda os diálogos do relógio com o candelabro? Enfim, trata-se de um conjunto de cenas marcantes e inesquecíveis.

O tempo passou. Quis Deus nos presentear com personagens daqueles que a gente ama antes de conhecer. Falo dos meus três netos. O Theo, o Joca e a Bella. O primeiro com 4 anos, o segundo com 2 anos e a última, com 2 meses. Os dois primeiros são feras na essência da palavra. São feras nas conexões, nos raciocínios, nas invenções, nas surpresas. A Bella acabou de chegar, posso dizer que sim, ela justifica seu nome, ela é bela.

Além dos nomes e o título do clássico, qual a ligação entre o conto infantil e meus três netos? Recentemente o desenho animado virou filme, daqueles super bem-produzidos. Como tem acontecido, pautas que não constavam da obra original foram inseridas. Desnecessárias, oportunistas, descartáveis. Em nada acrescentam. Mas estão lá com a firme missão de doutrinar crianças em agendas que a maioria dos pais não aprova.

É nessa hora que olho para a Bella e os feras, meus três netos, e penso no tanto de conteúdo bom que os donos das grandes produções estão violentando e deturpando, e que por isso mesmo, estão privando crianças de peças lúdicas e tão ensinadoras de valores que outrora eram prioridades respeitadas, afinal, os pais que estão ligados e atentos tratarão de tirar tais produções do cardápio de entretenimento dos seus filhos.

A Bella e os feras estão vivendo em um novo tempo. Tempo no qual os pais precisam triplicar a atenção, o cuidado, o amor, o acompanhamento, tudo a fim de se construir suas próprias histórias incríveis e inesquecíveis. Mais do que em qualquer outra época, o príncipe e a princesa para a proteção das crianças de hoje, precisam ser seus próprios pais, pois confiar no entretenimento que se produz hoje em dia para as crianças, é como entregar crianças indefesas, puras e imaturas, sem qualquer filtro, a própria sorte.

Pais, mais do que nunca, precisam ser seletivos quanto ao que os filhos assistem, aos acessos que são permitidos, enfim, a cada tipo de situação, lugar e companhias que seus pequenos são expostos. São tempos difíceis e, para as crianças da atualidade, o mundo dedica um exército com nada de “bela” e recheado apenas de “feras” que querem uma coisa só: perverter e violentar os valores que famílias cristãs defendem.

E quanto a Bella e os feras? Vão muito bem, obrigado! Sou testemunha do dia a dia deles. Sabem orar, louvar, interagir na dinâmica do reino. São ensinados a cada dia na Palavra, portando recebem nutrição espiritual sólida, tudo na linguagem deles e na perspectiva deles. É uma tarefa diária, dedicada e incansável dos pais, dos avós, dos tios. Dá trabalho? Muito!!! Mas quer saber? É barato demais quando pensamos no custo que tem sido cobrado por aqueles que querem doutrinar os pequeninos. Ou seja, nada mais, nada menos, que a deterioração da vida de milhares de crianças ao redor do mundo.

Edmilson Ferreira Mendes é escritor, pastor, teólogo, observador da vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Ai dos que…



Fonte: Guiame


28/07/2022 – Destak Gospel

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